A Eleição das Redes Sociais

O aumento do acesso do brasileiro à internet e o seu uso intensivo de redes sociais, geraram a forte expectativa de que estas eleições seriam marcadas pela interferência destas ferramentas.

Diversos analistas intuíam esta possibilidade, não sem resistências, em especial da velha política.

A eleição do presidente Jair Bolsonaro, cuja campanha extremamente barata pela média presidencial e realizada dentro de casa na maior parte do tempo, foi um indício da força das redes. Mas ainda faltava a prova matemática e a averiguação do quanto este fator realmente teve (ou não) efetividade na conquista de votos.

Por este motivo a Levels cruzou diversos dados oficiais (receita, tempo de tv, força partidária) com o engajamento (quantidade de interações) dos eleitos em suas páginas oficiais no Facebook.com para avaliar o balanceamento destes fatores.

Nossos estudos indicam que a diferença da média de receita entre eleitos e não-eleitos ainda é elevada e que os primeiros foram, em regra, muito dependentes dos fundos eleitoral (70%) e partidário (20%). Porém, o contraponto a esta centralização e cristalização de poder veio pelas redes sociais. Aqueles candidatos que conseguiram atingir um forte grupo social pelas redes, com alto engajamento, foram capazes de converter em votos com baixo custo, reduzindo sua dependência partidária e financeira.

Este efeito está na raiz da eleição presidencial e da renovação histórica do Senado e partidária na Câmara e certamente terá profundos efeitos na condução dos mandatos. A aproximação virtual conduzida durante a campanha terá de ser mantida nos próximos quatro anos, mudando as ferramentas de pressão e de relações governamentais.

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